terça-feira, 10 de novembro de 2009

Comunicado de liderança com sabor de despedida


O deputado Angelus Figueira, que assumirá o cargo de prefeito de Manacapuru após a cassação do prefeito e do vice-prefeito (Edson Bessa e Sidnilson Martins Holanda, respectivamente) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), agradeceu na manhã de hoje, em comunicado de liderança, a forma respeitosa com que foi tratado na Casa Legislativa, apesar dos embates tidos com os deputados da base governista.

“Sempre tive embates de forma respeitosa. Fiz críticas, nunca a pessoas. Minhas críticas foram em torno de ideias”, disse o deputado, que aguarda a publicação do acórdão da decisão do TRE-AM, no Diário Oficial, para marcar o dia da posse.

Angelus fez os agradecimentos, após pronunciamentos dos colegas parabenizando-o pelo cargo a ser assumido, por ter sido o maior prejudicado nas eleições para prefeito de Manacapuru, no ano passado, em virtude do verdadeiro abuso econômico praticado no município pelo candidato da situação.

O deputado destacou de forma especial, o apoio do deputado Liberman Moreno (PHS), que nesses quase três anos de mandato, como disse, sempre esteve ao seu lado e ao lado do Partido Verde.

Os agradecimentos foram extensivo ao deputado Luiz Castro (PPS), outro companheiro de oposição, na Casa Legislativa.

“Saio consciente de que representei bem o Amazonas”, afirmou.

TCU promove debate sobre aquecimento global


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, realiza palestra sobre “O MMA e as ações de enfrentamento das Mudanças Climáticas” durante a abertura do I Encontro Mudanças Climáticas – Um desafio para as Políticas Públicas, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), hoje e amanhã, em Brasília. Sintonizado com a necessidade de adoção de medidas que tratem adequadamente da escassez de água e da falta de alimentos – dois dos impactos potenciais do aquecimento global –, o TCU promove dois dias de encontro dedicados a aprofundar a reflexão sobre os desafios impostos ao Estado brasileiro para incluir o tema mudanças climáticas no planejamento das ações governamentais.

Marina Silva na fita
O evento, coordenado pelo ministro Aroldo Cedraz, será aberto pelo presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, e contará ainda com a presença do ministro da Ciência e da Tecnologia, Sérgio Rezende, e da senadora Ideli Salvatti. A senadora Marina Silva também é uma das convidadas para falar dos desafios do Brasil para lidar com as mudanças do clima.

Morre Dom José Afonos, ex-bispo de Borba

Faleceu na manhã desta terça-feira, em Canoas (RS), o ex-bispo de Borba, Dom Frei José Afonso Ribeiro. Nascido em Poconé (MT) em 1929, o religioso pertencia à Ordem Terceira Regular de São Francisco (TOR) e foi ordenado bispo em 5 de maio de 1979. Dom José Afonso prestou relevantes serviços à Santa Igreja em diversas funções, até ser designado para a Prelazia de Borba, em 1988, onde permaneceu até 2006, quando foi substituído pelo bispo Elói Roggia. O corpo do religioso deve chegar a Manaus na manhã desta quarta-feira, de onde será transportado para Borba, já que era desejo de Dom José Afonso ser enterrado naquele município. Maiores informações com Frei Geraldo, em Borba, pelo telefone (03192) 3512 1496.

Estilo redingote
A expulsão da estudante Geysi Arruda da Uniban, agora também chamada de UniTaleban, ganhou sites e jornais do mundo inteiro, sem contar blocos especiais da CNN e na CNN em espanhol. A instituição de ensino de Heitor Pinto e Silva Filho, com cerca de 30 mil alunos, tem cursos de Direito, mas nenhum de seus professores ousou fazer quaisquer comentários sobre a expulsão, à luz dos direitos constituídos. O texto - mais do que surpreendente - divulgado e até publicado como matéria paga, teria sido mesmo de Heitor Pinto e Silva Filho, o todo-poderoso da Uniban: lá, nada se faz sem que ele tenha total conhecimento. Desta vez, o reitor se escondeu atrás de um assessor jurídico. Heitor, 61 anos, é famoso por suas roupas extravagantes e seus cabelos pintados em cores alternadas. Há dois anos, ele se casou com Eloísa Zits, 35 anos, que toma conta do teatro de lá, usando uma espécie de casaca branca (estilo redingote feminino) até os joelhos e sapatos assinados por Manolo Blahnik, feitos de prepúcio de baleia branca. E saiu em Caras.

Algo em comum
Ainda o episódio da truculência na Uniban: os 700 selvagens que perseguiam Geysi Arruda gritavam “Vamos estuprar, vamos estuprar”. O que faz lembrar famosa frase de Paulo Maluf, do qual Heitor Pinto e Silva Filho participou de chapa, candidatando-se a vice-prefeito de São Paulo em 2002. Na época, Maluf disse: “Estupra, mas não mata”. E a frase foi incorporada a seu currículo.

Para comparar
A Amazônia, região compreendida pela bacia do rio Amazonas, a mais extensa do planeta, é formada por 25 mil km de rios navegáveis, em cerca de 6,9 milhões de km quadrados, dos quais 3,8 milhões de km estão no Brasil. A Amazônia Legal abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás. Representa 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios, onde viviam (Censo de 2000) 20,3 milhões de pessoas (12,32% da população nacional). Para comparar: 77,7% dos gastos com pessoal da União se concentram no Distrito Federal (60%) e Rio (17,5%) e apenas 3,98% dos gastos com pessoal da União se concentram nos dez estados da Amazônia Legal.

Ex-formandos do PT
A Uniban, palco da selvageria contra a estudante que usava minissaia e acabou sendo expulsa, mantém cursos universitários de até R$ 250 por mês e foi lá que os petistas Vicente Paulo (Vicentinho) da Silva, deputado federal e o prefeito de São Bernardo e ex-ministro do Trabalho e da Previdência, Luiz Marinho, ex-presidente da CUT, se formaram em Direito. Vicentinho, aliás, se formou na mesma época em que permanecia quase toda a semana em Brasília. E os dois foram garotos-propaganda da Uniban.

Primeira vez
Pela primeira vez, um brasileiro, Roger Agnelli, presidente da Vale, será homenageado, dia 3 de dezembro, nos salões do Waldorf Astoria, em Nova York, pelo Business Council for Internacional Understanding, entidade fundada em 1955 pelo então presidente Dwight (Ike) Eisenhower. Hoje, reúne 150 das maiores empresas privadas e o prêmio chama-se Cidadania Global.

Novo gigante
O grupo Arcellor-Mittal vai mesmo se associar à Vale para investir US$ 5 bilhões na construção de outra siderurgia no Espírito Santo, o que faz Roger Agnelli respirar mais aliviado diante da birra de Lula. E mais do que isso, faz nascer uma gigante: ao lado da empreitada com a Mittal, a Vale está associada à alemã ThyssenKrupp, com a qual constrói outra siderúrgica no Rio, com a coreana DongKuk, sócia na planta prevista para o Ceará e talvez com alemães num projeto para o Pará. Tudo somado, fará a produção nacional de aço, de 41 milhões de toneladas/ano, aumentar 50%. Só a parte da Vale equivale a US$ 17 bilhões em novos investimentos.

Passeata de fora
Muitas figuras sindicalistas aparecem no filme Lula, o filho do Brasil com nomes trocados: um deles é Paulo Vidal, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC que, quando Lula era diretor, batalhava para ele ser seu sucessor. Lula não queria nada com o sindicalismo: havia sido levado pelo irmão Frei Chico e até quis empurrá-lo para a presidência do sindicato. Vidal não aceitou: acusou Frei Chico de comunista. A propósito: a participação de Lula na Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 1964, também não entra no filme. É uma cena que os lulistas querem apagar de sua história.

Quem diria
Quem diria: dezoito anos depois do impeachment de Collor, um de seus maiores algozes, o líder do PMDB no Senado, que renunciou à presidência para não ser cassado, Renan Calheiros, depende totalmente dele (eram amigos e Renan virou a casaca) para conseguir se reeleger senador em Alagoas. Hoje, Collor lidera disparado as pesquisas para o governo alagoano e se sair candidato, o ex-governador Ronaldo Lessa (PSB) disputa o Senado, que também terá como candidata Heloisa Helena. E nesse quadro, Renan dificilmente consegue se reeleger.

Dupla
Ronaldo Fenômeno e Carlos (Ratinho) Massa acabam de gravar, juntos, um comercial institucional para o Grupo Silvio Santos. À título de pura provocação, o empresário-apresentador pretende veicular o comercial na Globo e na Record. Pagando até o preço de tabela cheia das concorrentes, se for necessário.

Nos trinques
A Presidência da República continua querendo muita elegância em seus funcionários: agora, acaba de empenhar R$ 10,3 mil para a compra de 1.470 gravatas sociais pretas de seda (tecido jaquard), forradas em cetim e acabamento de primeira qualidade. Na semana passada, a Presidência havia reservado em orçamento R$ 145 mil para a compra de 1.440 ternos e outros R$ 70 mil para quase 1.800 sapatos sociais.

Expulsa do avião
A verdadeira novela Geysi-Uniban faz lembrar, se bem que em circunstância diferente, outra vivida por Kyla Ebbert, em 2007, que foi expulsa de um vôo doméstico nos Estados Unidos da Soithwest Airlines por estar usando minissaia. Na época, comissários de bordo pediram que ela se retirasse ou “se cobrisse com outra roupa” pelo sistema de alto falantes de bordo. Kyla foi a todos os grandes programas de TV de lá, denunciando a discriminação, do Today Show e do Good Morning, América aos programas de Oprah Winfrey e Ellen DeGeneres. A primeira reação da Southwest foi de recriminação a ela, que continuou sua peregrinação pela TV até que no talk show Dr. Phil (exibido no Brasil pela FoxLife), o CEO da empresa, Gray Kelly, lhe apresentou um pedido pessoal de desculpas. Depois, ela posou para Playboy, revelando muito mais do que suas pernas.

Contra inquilinos
A nova lei do inquilinato, se for sancionada sem vetos pelo presidente Lula, significará um retrocesso mais do que secular, ameaçando seis milhões de brasileiros sem direito à defesa, caso atrasem o pagamento do aluguel mesmo que apenas por um dia. O proprietário, se quiser – e mesmo que o inquilino pague atrasado o aluguel –, pode requerer na justiça despejo sumário em trinta dias.

Não é folclore
O recente encontro entre o presidente Lula e a rainha Elisabeth, no Palácio de Buckingham, fez ressurgir um episódio mais do que surpreendente, ocorrido quando da primeira viagem dele a Londres, quando conheceu a soberana. A rainha teria lhe perguntado: “É verdade que o senhor é leninista marxista?” E Lula, com auxilio do tradutor: “Não, senhora. Sou torneiro mecânico”. Na época, um senador brasileiro testemunhou o diálogo. De lá para cá, a rainha até desenvolveu uma simpatia especial em relação a Lula.

Outra Eva
Evanise Santos, mulher de José Dirceu, que prefere ser chamada apenas por Eva e que trabalhava no Cerimonial do Palácio do Planalto, já está atuando em eventos privados e quer aumentar sua participação no segmento de alavancagem de imagem de empresas e políticos. Inclui quase tudo num pacote: build-up, maior participação na mídia e estreitamento de relações com poderes constituídos.

Fazendo as contas
Ainda sem aparecer em cena, o marqueteiro Einhart Jacome da Paz, que sempre fez as campanhas de Ciro Gomes e igualmente a de seu irmão, Cid Gomes, ao governo do Ceará, já está trabalhando com base no cruzamento das últimas pesquisas e gráficos que indicam altos e baixos das intenções de voto até os primeiros meses de 2010. Ele aposta que Ciro crescerá mais até março, criando maior distância à frente de Dilma Rousseff e então, poderia atrair PDT e PCdoB, hoje fechados com a ministra-candidata. Mas, o próprio Ciro sabe que bater em Serra, hoje, não vai adiantar nada e bater em Dilma, não dá.

Circulação de idéias
Em 167 páginas, em dez capítulos, o jornalista e apresentador de TV, âncora do CQC, Marcelo Tas, está lançando um livro com pérolas ditas pelo presidente Lula em sete anos de governo. O título é Nunca antes na história deste país e a novidade é que Lula, que já se intitulou metamorfose ambulante, como na música de Raul Seixas, tem semelhanças com o roqueiro, de acordo com Tas. “Eles nasceram no mesmo ano, fracassaram no mesmo ano e depois, estouraram no mesmo ano”. E ele ainda acha que a letra de Metamorfose cai como uma luva para Lula: “Se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor”. Uma das grandes pérolas de Lula, para o autor, foi a dita em maio de 2003: “Eu não mudei ideologicamente. A vida é que muda. A cabeça tem esse formato justamente para as idéias poderem circular”.

Brasil real
A gripe A, certamente, não representa mais, hoje, todo o risco alardeado pelo ministro José Gomes Temporão, da Saúde, mas por sua determinação, nos aeroportos brasileiros, quaisquer passageiros vindos de outros países, são obrigados a preencher questionários prolongados no desembarque (onde estiveram, dados do vôo, informações pessoais e especialmente sobre sua saúde). Todos os passageiros preenchem mas, há semanas, em nenhum aeroporto, aparece um funcionário do Ministério da Saúde para coletar os questionários. Ou seja: são todos jogados no lixo mais próximo.

Suspense
A ministra-candidata Dilma Rousseff acaba de avisar amigas mais chegadas e à sua fiel escudeira Erenice Guerra, que seus cabelos já cresceram o suficiente e estarão num volume tal que lhe permitirá aposentar as perucas no mês de dezembro. Fará o estilo joãozinho.

Poluição destrói as águas do rio Miriti


Gerson Severo Dantas
Da equipe de A CRÍTICA

MANACAPURU (AM) - O mau exemplo de Manaus, que nos últimos 40 anos matou todos os seus igarapés urbanos, fez escola em Manacapuru (a 80 quilômetros) e o município trabalha célere para acabar com o rio Miriti, onde está o único balneário público à disposição dos 82.309 mil habitantes (Censo/2007) e uma das atrações para o turista. A situação do rio agrava-se a cada ano e a redução no volume de água e poluição podem ser percebidos a olho nu.

O perigo de morte começou a rondar o Miriti há, aproximadamente, 20 anos com a construção da ponte na rodovia Manoel Urbano. A obra deixou rolar toneladas de barro e areia, causando um tremendo assoreamento do leito. Nos últimos anos, com a abertura da rodovia Manacapuru-Novo Airão, veio um novo perigo: balneários particulares.

Estes usam os principais afluentes do Miriti, os igarapés Água Branca e Água Preta. Ninguém sabe dizer como estes igarapés estão, mas a falta de água no Miriti é um bom sinal de que a ocupação está fora dos padrões sustentáveis. Por último, o Serviço Autônomo de Águas e Esgoto do Município (SAAE) tira do Miriti diariamente 1,5 milhão de metros cúbicos de água, valor correspondente a 40% do abastecimento das casas da cidade.

Em paralelo, grandes bairros como São José, Liberdade, São Francisco, Correnteza e Biribiri ocuparam as margens do Miriti a jusante da ponte, poluíram as pequenas fontes e jogaram todo o esgoto no pobre rio que desemboca no Amazonas.

O secretário Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Manacapuru, Daniel Guedes, reconhece que a situação do Miriti é grave, que o assoreamento ocasionou redução de vazão e, por isso, a prefeitura teve de mudar a posição das captadoras de água do SAAE em até 600 metros no bairro de São Francisco. Além do assoreamento causado no passado, ele diz que a seca também contribui para a redução do volume de água.

O pior problema, contudo, é a ocupação desordenada das margens, onde o primeiro ato dos invasores é destruir a mata ciliar, responsável pela saúde de qualquer curso d'água. Guedes afirma que 14 bairros do município são fruto de ocupação desordenada, invasões sem qualquer critério e que jogam esgoto no Miriti.


(matéria publicada no jornal A Crítica, em 10 de novembro de 2009)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Kátia Abreu: Copenhagem não pode ser palco de um teatro


Washington DC - A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, propôs ao senador Chuck Grassley, do Comitê de Agricultura, Nutrição e Florestas, do Congresso norte-americano, que países como Brasil, Estados Unidos, Argentina e Austrália, maiores produtores agrícolas do mundo, se reúnam após a Convenção de Copenhagen para complementarem as decisões sobre o tratado de redução dos gases de efeito estufa.

"Copenhagen não pode ser palco de um teatro. Deve refletir a realidade do mundo, aprovando normas que possam ser cumpridas", disse a presidente da CNA.

O senador norte-americano afirmou que o texto da lei ambiental, a primeira a ser votada nos Estados Unidos, se mantido como está, será desfavorável para a agricultura do meio oeste e sudoeste do País.

Ele disse estar preocupado com o fato da legislação norte-americana não vir a ser acompanhada pelo restante do mundo, especialmente por países como Índia e China.

"A lei será um ônus para os agricultores dos Estados Unidos se não for considerado tudo o que o setor já fez para reduzir a emissão de CO2", disse Chuck Grassley. Sua previsão é de que a lei não seja votada esse ano.

Ao falar sobre o debate que ocorre no Congresso brasileiro sobre a atualização do Código Florestal, a senadora Kátia Abreu comentou que a legislação brasileira é muito rigorosa, foi aprovada sob forte pressão política das organizações não governamentais e agora não pode ser cumprida.

"É preciso compatibilizá-la com a realidade brasileira, para que possa ser aplicada", disse a presidente da CNA. Ela explicou que, agora, após um período de radicalização provocada pelas Ongs, o debate ocorrerá em novo momento, de maior amadurecimento.

A senadora acredita que a argumentação técnica e a participação da ciência garantirão uma discussão mais séria e aprofundada sobre a nova legislação que, na sua opinião, deverá ser votada ainda este ano.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TRE cassa mandato de Bessa


Tereza Teófilo
Da equipe de A CRÍTICA

A Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) cassou ontem, por quatro votos a dois, o mandato do prefeito de Manacapuru, Edson Bastos Bessa e do vice-prefeito, Sidnilson Martins Holanda, ambos do PMDB, por compra de voto, abuso do poder político e econômico e prática de caixa dois na campanha eleitoral de 2008. Além da perda do mandato, o Tribunal Eleitoral decretou a inelegibilidade de ambos e os condenou ao pagamento de multa individual no valor de R$ 53 mil.

Com a cassação de Bessa e Sidnilson, o deputado estadual Angelus Figueira (PV), 2º colocado nas eleições do município, assumirá o comando da prefeitura do município que é terceiro maior colégio eleitoral do Amazonas. O vice de Figueira é Mecias Furtado (PSol).

Da decisão da Corte, ainda cabe recurso. A advogada de Bessa, Marizete Caldas, que antes do julgamento abriu mão de fazer a sustentação oral em defesa de seu cliente, assegurou que irá recorrer da sentença.

O julgamento durou aproximadamente duas horas e foi presidido pela desembargadora Socorro Guedes porque a presidente em exercício do TRE-AM, desembargadora Graça Figueiredo, foi a relatora do caso. A magistrada acompanhou o parecer do Ministério Público que pediu a cassação dos envolvidos.

Festival de irregularidades

Bessa e Sidnilson foram acusados de omitir mais deR$ 30 mil na prestação de contas, além de terem promovido pagamentos e saques em espécie o que é proibido por lei. Eleitores teriam recebido entre R$ 50 e R$ 100 dos então candidatos. O dinheiro era repassado durante a distribuição de santinhos nas caminhadas.

Material de construção e cestas básicas também teriam sido entregues aos eleitores de Manacapuru em dias que curiosamente houve a suspensão no fornecimento de energia elétrica.

A distribuição dos bens ocorria sempre à noite. Os fatos chegaram a ser confirmados pelo juiz Cláudio Chaves, que conduziu a eleição na cidade.



(Publicado no jornal A Crítica, em 06 de novembro de 2009)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bessinha é cassado pelo TRE


O atual prefeito de Manacapuru Edson Bessa e seu vice, Sidnilson Holanda, acabam de ser cassados pelo TRE.

O julgamento terminou agora há pouco com o resultado de 4 a 2 a favor da cassação.

Votaram a favor da cassação, a relatora Graça Figueiredo, Joana Meireles, Márcio de Freitas e Francisco Maciel. Votaram contra Elci Simões e Mário Augusto.

O atual presidente da Câmara de Vereadores de Manacapuru, vereador Tororó, deve assumir interinamente a prefeitura para providenciar a posse do deputado Angelus Figueira no cargo de prefeito, que deve ocorrer ainda este mês.

Edson Bessa era acusado de compra de votos e outros crimes eleitorais. O caso vinha se arrastando desde janeiro , quando as denúncias foram formalizadas.

Ele ainda pode recorrer, mas as chances de retornar à prefeitura são consideradas pequenas diante das provas juntadas aos autos.

Em Manacapuru, a notícia foi recebida com festa pela população que está fazendo um verdadeiro carnaval pelas ruas da cidade.

Deu na coluna Bastidores do Jornal do Comércio


CERCO FECHADO

O cerco sobre a família Souza foi fechado. Os alvos agora são o vice-prefeito Carlos Souza e o vereador Fausto Souza. Onde isso vai dar, parece previsível. Carlos deve ser encostado contra a parede, sofrer um processo de impeachment ou renunciar ao mandato. Fausto pode terminar num batalhão da PM. A saga dos Souza teria chegado ao fim ? E afinal, os irmãos são bandidos mesmo ou estão sendo alvos de perseguição, como eles vêm afirmando?

AMAZONINO SERÁ CANDIDATO

O prefeito Amazonino Mendes será mesmo candidato ao governo do estado. O prefeito não pensa mais em cassação. Acha que não há razões para isso e entende que ficará na Prefeitura de Manaus até a data prevista para desincompatibilização ou renúncia - primeiros dias de abril do próximo ano. Carlos é o vice e poderia assumir o comando da prefeitura. Mas não assumirá. Anotem.

TUDO BOM

A Construtora Etam - aquela que aluga equipamentos para o governo do Estado e ela mesmo os utiliza nas obras da região metropolitana de Manaus, conseguiu um reajuste de 23% no contrato que mantém com a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável. Assim, o contrato incha para R$ 17 milhões. A Construtora pertence a família do ex-governador do Acre, Orlei Cameli, que é "assim" com o governador Eduardo Braga.

NÃO É DE GRINGO

A construtora Pontual Corporation Ltda -tem esse nome mas é de um caboco. E que caboco - acaba de ganhar um contrato de R$ 8,9 milhões com a Superintendência de Habitação do Amazonas para desenvolver obras, serviços de engenharia e construção de 192 apartamentos no empreendimento denominado de Conjunto habitacional Ozias Monteiro, na Cidade Nova.

PASSAGEM PARA OS VIPS

O governo do Estado já sabe quanto vai gastar com passagens para trazer convidados Vips para o 6º Amazonas Filmes Festival: R$ 411 mil. Quem vai fornecer os bilhetes é a Uatumã, Empreendimento Turisticos Lrtda.

DIA D PARA BESSINHA

É grande expectativa, em Manacapuru, em relação ao julgamento do prefeito Edson Bessa, o Bessinha, do PMDB, que está marcado para hoje, no Tribunal Regional Eleitoral. Bessinha, que recebeu todo o apoio do governador Eduardo Braga, também do PMDB, é acusado de abuso de poder econômico. O deputado Angelus Figueira (PV), que já governou a Princesinha do Solimões em três ocasiões, anda na maior disposição para assumir o quarto mandato. Em Manacapuru, partidários de Bessinha dizem que até nomes de novos secretários o Figueira já escolheu, mas confiam que ele perderá. Já os torcedores de Figueira dão como favas contas a cassação do mandato de Bessinha, o que seria uma dura derrota para o governador. Afinal, o deputado é o seu mais ferrenho opositor na Assembleia Legislativa.

BOLADA DE R$ 1,2 BILHÃO

No orçamento do Estado, estimado em R$ 8,4 bilhões para 2010, a Educação é a jóia da coroa: R$ 1.293.975.000,00. Depois vem a Saúde, também na casa do bilhão: R$ 1.113.360.000,00. O orçamento é uma estimativa do que o governo poderá ter de receita (e também de despesas) e nem sempre o valor total proposto chega ao seu destino. No projeto encaminhado pelo governador Eduardo Braga, o Executivo fica autorizado a abrir créditos suplementares de até 40% do orçamento. O processo de votação do orçamento do Executivo, em qualquer nível, é sempre tumultuado. Uma das brigas é com a apresentação de emendas, que os parlamentares têm direito de apresentar...mas não de ver incluídas no orçamento. Pura perda de tempo diante da maioria gove rnista. A tradição manda que nem uma vírgula seja mudada do projeto original, elaborado pelos técnicos do governo.

APATIA

Enquanto o vereador Marcelo Ramos (PSB) não dá sossego à administraçãodo prefeito Amazonino Mendes (PTB), apontando falhas e cobrando providências, o seu colega Mário Frota (PDT) não se mexe. Pelo menos, não se tem notícia de que o antigo adversário político do então governador Amazonino tenha denunciado alguma falha na prefeitura. Frota estará em fase de hibernação? Ou se acomodou mesmo, depois de ser deputado federal e estadual, envolto no discurso de quem enfrentou a ditarua militar? Chama a atenção tamanha apatia em relação ao atual prefeito, a quem até os próprios vereadores da base aliada têm demonstrado insatisfação. Frota, para quem não lembra, era o vice-prefeito de Serafim Corrêa (PSB), que perdeu a eleição para Amazonino, em 2008. Mas ao contrário do comportamento atual, Frota não perdia tempo em criticar, publicamente (pela imprensa), a administração que era dele também. E agora se cala diante de Amazonino. E Marcelo Ramos, agora no partido de Serafim, vai só faturando politicamente. Por que te calas, Mário Frota?

É SINA DA OPOSIÇÃO

É mais fácil unir os governistas quando ao assunto é eleição. O senador Jefferson Péres, falecido em maio de 2008, costumava dizer que a maior dificuldade da oposição no Amazonas era a desunião entre seus membros. Ao contrário do bloco governista, que não demora a decidir sobre candidatos a cargos majoritários. Para a eleição 2010, o governador Eduardo Braga apontará o candidato que deseja para sucessor e os aliados concordarão com ele. A menos de um ano da eleição, o nome do ex-prefeito Serafim Corrêa é posto na disputa pela oposição. O deputado Luiz Castro (PPS) pode ser lançado candidato, com apoio do senador Arthur Neto (PSDB). Os dois partidos estão fazendo dobradinha, em nível nacional. Na eleição 2008, Castro era candidato a vice-prefeito na chapa do deputado federal Francisco Praciano (PT). Mais candidatos da oposição devem surgir, incluindo os de partidos nanicos, autoproclamados de esquerda, que aproveitam o tempo de rádio e TV para protestar também... contra "colegas" esquerdistas.

VIOLÊNCIA

"Aqui em Manaus, as autoridades têm medo de fazer justiça. Todos têm medo de dizer a verdade". Do Padre Guilhermo Cardona, presidente do Centro de Direitos Humanos da Arquidiocese de Manaus, durante audiência pública na ALE, nesta quarta-feira, a pedido do deputado Ângelus Figueira (PV), para discutir a violência nos templos religiosos.


Esta coluna foi publicada hoje no Jornal do Commercio.

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